Dress to Impress :: black

Passei a semana inteira com vontade de fazer um novo post sobre vestidos! My Vintage Vogue é um recurso tão bom em termos de moda retro que tenho mesmo de lhe dedicar mais umas sextas-feiras. Estou tão inspirada que cheguei ao ponto de mandar vir figurinos antigos de duas lojas Etsy. Será que enlouqueci? Serei demasiado ambiciosa? Mal posso esperar por partilhar convosco os vestidos anos 60 que tenciono fazer…


I’ve been looking forward to whipping up this post for the whole week! My Vintage Vogue is such a fantastic resource for retro fashion that I feel the urge to explore it and share some of its dresses with you in the upcoming Fridays. It even inspired me to order some vintage sewing patterns from a couple of Etsy shops. Have I gone mad? Am I too ambitious? I can’t wait to show you the little Sixties dresses I plan to make…

1949
Falemos então de vestidos… esta semana trago-vos nove interpretações do vestido preto, uma peça de roupa indispensável que todas as mulheres devem possuir. A verdade é que nunca tive nenhum nos meus 27 anos de vida… nunca consegui encontrar um verdadeiramente clássico, versátil e barato (pois). Enfim… Espero que se identifiquem com algum destes modelos, seja ele de dia ou de noite. Para a semana há mais!
Let’s focus on dresses now… this week I’m showing you nine versions of the little black dress, that indispensable clothing item every women should own. Truth is I have never had one in my 27 years of life… I could never find one that was truly classic, versatile and cheap (yeah). Oh well… I hope you can identify yourself at least with one of these shapes, whether it’s meant for day or evening. ‘Till next week!
1952
1952
1953
1950’s


1950’s

1960

1960’s
1960’s
(images: My Vintage Vogue)

Quebra-cabeças :: Puzzle

Pois é, comecei um novo quilt. Este foi prometido à minha amiga Gracinha, que adora verde e azul e que gostaria muito de ter um lap quilt para se aquecer enquanto trabalha no seu doutoramento. Escolher os tecidos foi fácil, fazer os blocos também não constituiu nada de especial, mas e agora compô-lo? Hoje passei mais de uma hora a trocar os blocos de um lado para o outro, sem ter chegado a nenhuma conclusão…
So I started a new quilt. I promised this one to my friend Gracinha , who loves green and blue and who would like to have a lap quilt to warm her up while she’s working on her PhD. Picking the fabrics was fairly easy, making the blocks was no big deal but when it comes to placing prints… Today I spent over an hour arranging blocks back and forth and I didn’t come to any conclusion…


(images: Constança Cabral)

Corsage clutch


Entusiasmei-me com os comentários à clutch de ontem e finalmente dediquei-me a uma encomenda de há já algum tempo: a Sofia tem o casamento da irmã daqui a uns tempos e incumbiu-me de fazer uma clutch para a ocasião. Como o tecido escolhido tem um padrão pequeno, achei que uma flor o levantaria. Sofia, espero que goste!

I got excited with your comments to yesterday’s clutch and I finally dedicated myself to making an order I have had for some time: Sofia‘s sister is getting married and she commissioned a clutch for that occasion. The fabric she picked has a small scale pattern so I thought a flower would lift it up. Sofia, I hope you like it!


(images: Constança Cabral)

Wedding crafts

Dizem que a necessidade aguça o engenho e eu confirmo. Sábado foi dia de casamento e precisava de acessórios para a minha toilette; foi assim que surgiu esta clutch lisa (uma estreia) e com uma rosa de tecido na aba (outra estreia). Gosto muito desta combinação roxo + azul-pavão.
They say necessity is the mother is invention and I must agree. Saturday I went to a wedding and I needed accessories for my outfit; that’s how I came up with this clutch. Made in a solid fabric and a fabric rose sewn to its flap, both of which firsts for me. I really like this purple + peacock blue combination.

(images: Tiago Cabral)

Dress to Impress :: graphic

Haverá algo mais feminimo e confortável do que um vestido? Porque a sexta-feira é o meu dia preferido e porque gosto de partir para o fim-de-semana bem-disposta, todas as sextas-feiras a partir de hoje vou mostrar os vestidos que mais me inspiram a tentar dominar o corte e a costura. Hoje escolhi seis modelos com padrões gráficos das décadas de 50 e 60. Espero que gostem de ver tantas riscas, quadrados e bolas!
Is there anything more feminine and more comfortable than a dress? Because Fridays are my favourite days and because I like starting the weekend in a good mood, every Friday starting today I’ll show you the dresses that inspire me the most to dominate the art of sewing. Today I picked six graphic patterns from the 50’s and 60’s. I hope you’ll enjoy looking at all these stripes, checks and polka dots!

1955
1957
1958
1960’s

1963


Deco files

Fotografias de interiores exercem um enorme fascínio sobre mim. Desde que, aos 10 anos, comecei a devorar os muitos livros da minha mãe sobre casas senhoriais, solares e palácios portugueses, fui construindo um imaginário próprio acerca do interior de uma casa. Comecei a tecer ideias românticas sobre como viriam a ser as minhas futuras casas: um sotão num velho prédio lisboeta seria o meu primeiro poiso; mais tarde mudar-me-ia para um apartamento de inícios do séc. XX e, mais velha, teria uma casa no campo cheia de quartos e salas para filhos e netos. Por vezes conseguia cativar o meu irmão para que sonhasse alto comigo e ele ia mais longe: um grande jardim, cavalos…

Photos of interiors fascinate me. When I was 10 years old I started devouring my mother’s books on Portuguese manor houses and palaces; as a consequence, I began to gather my own ideas about what the interior of a house should be like. I had romantic dreams of how my future homes would be: an attic in an old Lisbon building would be my first nest; later I’d move into an early 20th century flat and, later on, I’d own a country house full of rooms for children and grandchildren. Sometimes I’d make my brother join me and he dreamt even higher: a large garden, horses…

Fui crescendo e continuei a construir interiores dentro e fora da minha cabeça: reservei um dossier para recortes de revistas de decoração e passei por várias fases, desde móveis antigos, até paredes amarelas, passando por cozinhas campestres de inspiração francesa. Até que tive, de facto, a minha primeira casa — 70 m2 num feio prédio de 1972 –, e o orçamento apertado obrigou-nos a tomar decisões rápidas: paredes brancas — excepto uma azul na entrada — para a casa não parecer tão pequena, móveis brancos do IKEA, versáteis e baratos, e tecidos nos incontornáveis encarnados e azuis… mas isso já vocês conhecem.


I grew up and kept on imagining interiors; I set aside a file for magazine tear outs and went through several phases: antique furniture, bright yellow walls, french-inspired country kitchens. And then I actually got my own first flat — 70 square metres in an ugly 1972 building — and a tight budget forced us to make quick decisions: white walls — except for a blue one in the entryway — so the flat wouldn’t look so small, white IKEA furniture — cheap and versatile– and red and blue fabrics… but you already know all about that.


Continuo a sonhar com casas (agora de forma mais realista) e a compilar ideias para as decorar. Há uns meses arranjei um caderno próprio para o efeito, onde — numa disciplinada tentativa de auto-aprendizagem — me tenho esforçado por reflectir um pouco sobre cada imagem, escrevendo o que mais me agrada ou as alterações a que eu procederia se o espaço fosse pensado por mim. Para mim, nada ultrapassa casas de pessoas reais e os muitos blogs sobre design de interiores têm-se revelado fontes riquíssimas de imagens inspiradoras. Entre as minhas rubricas de eleição contam-se as Open Houses do Bloesem Kids, os Sneak Peeks e os Before&After do DesignSponge, os Unexpected Guests do Sfgirlbybay, os Sudio Spaces do Poppy Talk, as House Tours do Nesting, o blog da revista Cookie… e, claro, gosto de acompanhar os progressos nas casas da Nina, da Yvonne (que se mudou para a Bélgica e tem uma casa nova!) e da Benita. Nas próximas semanas, contamos fazer umas modificações cá por casa… mal posso esperar por começar a mudar móveis de sítio e a pintar tudo de branco!


I keep on dreaming about houses (now in a more realistic way) and compiling decorating ideas. Some months ago I got a special notebook where — in a disciplined self-learning attempt — I have tried to think about each picture I put there, writing down what I like about it and what I’d change if it were my space. For me, nothing beats real people’s homes and many blogs on interior design have proved to be excellent sources for inspiring pictures. Among my favourite features are Open Houses by Bloesem Kids, Sneak Peeks and Before&After by DesignSponge, Unexpected Guests by Sfgirlbybay, Sudio Spaces by Poppy Talk, House Tours by Nesting, Cookie magazine’s blog… and, of course, I love following what happens arout the homes of Nina, Yvonne (who has recently moved to Belgium and has a new house!) and Benita. In the next few weeks we are planning to make some changes here at home… I can’t wait to start rearranging furniture and painting everything white!


(images: Constança Cabral)

My first dress

Fiz um vestido. O primeiro de muitos, espero! O molde é deste livro, a construção é simples mas o tamanho é enorme. Comecei por fazê-lo conforme as instruções, sem pôr nada em questão nem parar para provar. Errado! Por alguma razão as modistas fazem sempre duas ou três provas: não há dois corpos iguais e os moldes nem sempre são brilhantes. Quando finalmente o provei fiquei muito desiludida; felizmente a minha mãe veio em meu auxílio e, com a ajuda de alguns alfinetes e de uns alinhavos, conseguimos um corte mais favorecedor.
I made a dress. The first of many, I hope! The pattern is from this book, the construction is simple but the sizing is huge. I began by making it exactly as stated in the instructions, questioning nothing and not stopping for seeing if it fitted me. Wrong! There’s a reason why dessmakers do 2 to 3 fittings: all bodies are different and sometimes patterns aren’t exactly brilliant. When I finally tried it on I was extremely disappointed; luckily my mum came to my rescue and, with the help of some pins and a bit of basting, we managed to make the dress a bit more flattering.


E então, é usável? Tanto o Tiago como a minha mãe dizem que parece uma bata de cirurgião mas eu acho que passa. Acabei por não fazer o cinto naquele tecido japonês (era demasiado estreito) e optei por estas bolas espanholas. Estou cheia de vontade de continuar por este caminho e experimentar outros modelos de vestidos!
So, is it wearable? Both Tiago and my mum think it resembles a surgeon’s gown but I think it’s kind of cute. I ended up not making the belt in that Japanese fabric (it was too narrow) so I chose these Spanish polka dots. I can’t wait to go down this road and try other dress patterns!

(images: Constança Cabral)