Modelos para Rapazes Tricotados de Cima para Baixo :: Top Down Knitting for Boys

Após 40 anos a fazer tricot, a minha mãe fartou-se de coser as peças e passou a fazer praticamente todas as camisolas top down, ou seja, a partir de cima e sem costuras nenhumas. Quando conversámos sobre isto, a minha mãe acrescentou que faz as mangas segundo o método do magic loop, em que em vez de 5 agulhas usa uma agulha circular (não faço ideia do que isto significa, mas se googlarem “magic loop” verão que há uma série de vídeos a respeito desta técnica).
Para além das revistas francesas (algumas compradas há 30 anos) e americanas e dos livros da Marie Claire Idées (que têm modelos giríssimos mas com costuras), a minha mãe tem usado bastantes modelos do Ravelry. Vou mostrar-vos alguns dos casacos e camisolas feitos recentemente para o Rodrigo (todos top down e todos com instruções em inglês):

My mother has been knitting for 40 years but she says she’s tired of sewing seams — recently she’s been knitting most of her pieces top down. When we talked about this my mother added that she usually knits the sleeves using the magic loop method instead of 5 needles (I’ve no idea what this means but if you google “magic loop” you’ll find lots of videos about this technique).

In addition to French and American magazines (some of the French ones were bought some 30 years ago) and the Marie Claire Idées knitting books (which have lovely patterns but all of them have seams), my mum has been using lots of Ravelry patterns. I’m going to show you some of the jerseys and cardigans she’s been knitting for Rodrigo (all top down):

(photos: © Constança Cabral)

Connecting the Gaps

Já espreitaram o Connecting the Gaps, o novo programa da Mayi Carles e da April Bowles-Olin? O nome completo é Connecting the Gaps: a lifestyle revolution for online superstars. É um site cheio de motivação e inspiração para ajudar os empreendedores criativos (ui, este título é um bocado pomposo) a equilibrarem os seus mundos online e offline. E não é que eu fui incluída no Hall of Fame? Vale a pena registarem-se no site — as vibrações são boas, os desenhos são giros e é de graça! 
Do you already know about Connecting the GapsMayi Carles and April Bowles-Olin‘s new creation? The full title is Connecting the Gaps: a lifestyle revolution for online superstars. It’s a website filled with motivation and inspiration to help creative entrepreneurs bridge the gap between their online and offline lives. I am both surprised and honoured to have been included in their Hall of Fame, can you believe it? Go and check out the site — the vibes are amazing, the graphics couldn’t be any cuter and it’s free!

(images:  © Connecting the Gaps)

Poses

E agora para nos rirmos um bocado… Estas capas de modelos de tricot antigos que encontrei numa loja de caridade aqui perto são qualquer coisa. As poses!! Eu gosto especialmente do sexto a contar de cima. E vocês, qual é o vosso preferido?
And now for a bit of a laugh… These covers of old knitting patterns I found at a local charity shop are to die for. The poses!! I especially like the 6th one. What about you, which one is your favourite?

(photos: © Constança Cabral)

Instagram

Com ou sem pausa no blog, a vida continua e o meu Instagram tem andado tudo menos parado. Não ter de pensar em posts diários tem sido bom e sinto-me mais descontraída e mais produtiva. Espero voltar em breve a estas partes — até lá, podem encontrar-me aqui.
Blog break or not, life goes on and my Instagram activity shows it. Not having to think about producing regular blog content is proving to be very good for me at this moment and I’ve been feeling more relaxed and productive. I’m hoping to resume my blogging very soon — until then, you can find me here.
(photos: © Constança Cabral)

Guest Post @ A Soma dos Dois

A Joana é co-autora d’ A Soma dos Dois, um blog fresco que mostra duas perspectivas (feminina e masculina) sobre o dia-a-dia em comum. Há uns tempos a Joana propôs-me um desafio giro: escrever sobre livros — os livros que marcaram a minha infância e o livro preferido do Rodrigo neste momento. Se tiverem curiosidade em ler o post, está aqui. Obrigada, Joana, gostei imenso deste convite!
Joana, the author of the Portuguese blog A Soma dos Dois, invited me to write a guest post about favourite children’s books. Since the post is in Portuguese only, let me give you an idea of its contents: Rodrigo absolutely loves Dear Zoo by Rod Campbell and I was a huge fan of Enid Blyton’s series (The Famous Five, The Secret Seven, Malory Towers, St Clare’s and so forth).
(photos: © Constança Cabral)

Abrandar :: Slowing Down

Devagar vamos conhecendo melhor a Nova Zelândia. Apesar de todas as coisas boas que há por cá, a minha adaptação tem sido lenta e nem sempre fácil. Tem-me faltado a vontade de escrever e cheguei (relutantemente) à conclusão de que preciso mesmo de fazer uma pausa aqui no blog. Aliás, acho que vou experimentar fazer uma dieta de internet. Não vou desaparecer mas vou abrandar o meu ritmo online durante uns tempos. Até breve!
Slowly we are getting to know New Zealand. Despite all the good things that can be found around here, my acclimation to this new reality has been slow and not always easy. I haven’t been in the mood for writing and I’ve finally (albeit reluctantly) come to terms with the fact that I need a blog break. In fact, I think I’m going to try an internet diet. I don’t plan to disappear entirely but I’m definitely going to decelerate my online rhythm. See you soon!
(photos: © Constança Cabral)

Memórias Livrescas :: Bookish Memories

Arrumar os meus livros na estante da sala tem tido um efeito curioso: o enredo do livro mistura-se com as minhas recordações de quando o li. Há livros que me transportam imediatamente para um sítio e uma época: a tetralogia da Luísa Beltrão (que pertence ao meu pai, por isso não está nesta estante) leva-me imediatamente para os tempos do liceu, quando vivíamos numa casa comprida e escura nas Avenidas Novas, e nas tardes de fim-de-semana eu ocupava o canto mais soalheiro da casa a ler. Essa salinha mais tarde foi transformada em sala de pequenos-almoços, mas no início tinha um cadeirão antigo forrado a chintz cor-de-vinho perfeito para ler e falar ao telefone. Devorei os quatro livros nesse cadeirão, ao som de um CD de músicas dos anos 60 (sempre em repeat).

Os livros da editora Persephone… comecei a lê-los em Lisboa, recém-casada, e mostravam-me  uma Inglaterra provinciana onde mais tarde vim a morar. No The Diary of a Provincial Lady (tenho uma edição comemorativa da Virago) ouvi pela primeira vez falar em forçar bolbos (e uns anos mais tarde vim a fazê-lo). Outros livros lembram-me a casa da minha avó com a sua saleta forrada a livros de História, que me ajudaram a ganhar uma viagem de duas semanas ao Brasil quando tinha 18 anos. Ao mexer nos livros sobre História das Mulheres, penso no mestrado que ficou a meio e pergunto-me se algum dia lhes voltarei a pegar. Os livros do Jorge Amado ganharam cor quando visitei Ilhéus na tal viagem ao Brasil. Os clássicos portugueses lembram-me as minhas primeiras incursões nos livros de gente grande (Eça de Queiroz em casa dos meus pais, Júlio Dinis nas noites em que ficava a dormir em casa da minha avó) e quase gritam para que eu volte a pegar neles, numa urgência de combater este português duvidoso que estou a adquirir (ontem estava a falar com a minha mãe sobre a marmelada e disse vulcano em vez de vulcão… pânico!). E nem vou falar nos livros de infância, que esses ficaram todos em Portugal.
E a vocês, acontece-vos o mesmo? Também têm recordações difusas de histórias de livros misturadas com as vossas vidas?

Filling up my bookshelves has brought back so many memories. It’s curious how the plot of a particular book becomes entwined with my own circumstances when I read it… some books take me right back to a specific time and place. Luísa Beltrão’s tetralogy (a family saga set in Portugal in the 19th and 20th centuries) transports me to my mid-teens when we lived in a long, rather dark, ancient flat in Lisbon — on weekends my books and I would take possession of the sunniest corner of the sitting room. That tiny space was later turned into a breakfast room but during those early times it had an old armchair covered in burgundy chintz that was perfect for reading and chatting on the phone. I devoured those four books seating on that armchair and listening to a CD of 60s pop music.

Persephone books… I started reading them when I was just married and they showed me a provincial England where I went to live a couple of years later. In The Diary of a Provincial Lady (I own a very pretty Virago edition) I had my first encounter with bulb forcing (and some time later I tried doing it myself). Other books make me think about my granny’s home, with its study filled with bookshelves from top to bottom — some of those books actually helped me win a two-week trip to Brazil when I was 18. When I pick up my books on Women’s History I think about my master’s essay that was left unfinished and wonder if I’ll ever return to it. Jorge Amado’s novels gained new colours when I visited Ilhéus on that same trip to Brazil. The Portuguese classics remind me of my first foray into proper, grown-up literature (Eça de Queiroz at my parents’ home, Júlio Dinis at my granny’s) and scream for me to read them again as my Portuguese is getting some horrible foreign traces… And I won’t even mention childhood books — those were all left in Portugal.

What about you, do you also have blurry memories of books and life?

(photos: Tiago Cabral)

Me @ Ei Montepio

Tenho andado com a sensação de que ultimamente Portugal despertou para os blogs. Não propriamente os leitores, que esses já cá andam há muito tempo, mas os meios de comunicação social. Os próprios bloggers estão muito mais visíveis: aparecem em reportagens fotográficas, são convidados para lançamentos, entram em parcerias com marcas. O discurso dos jornalistas também mudou: de novidade engraçada e original, parece-me que agora os blogs são encarados numa perspectiva mais séria (ah, afinal pode mesmo viver-se disso?).
Eu (ainda) não vivo disto mas esse é o objectivo para o qual trabalho. 
Hoje saiu um artigo no site do Montepio e fiquei toda contente por estar em tão boa companhia. Espreitem-no aqui. Obrigada pelo interesse, Ana!
There’s an article about Portuguese blogs and I was lucky enough to be asked to answer some questions. It’s only in Portuguese but if you’re interested, check it out here.

Me @ Café, Canela e Chocolate

A Sofia, autora do blog Café, Canela e Chocolate, é médica obstetra e tem vindo a fazer uma série de perguntas sobre gravidez, parto e puerpério a algumas bloggers. Se vos apetecer ler as minhas respostas, espreitem aqui.
This is an interview about pregnancy, labour and postpartum conducted by Sofia, who’s a blogger and also an obstetrician. It’s only in Portuguese but if you’re curious and you don’t fear Google translator, check it out here