Amoras :: Blackberries

Neste fim-de-semana apanhámos amoras silvestres. As amoras de cá são diferentes das portuguesas: maiores, mais sumarentas, mas não tão saborosas. Conseguimos apanhar 1 kg mas, como acabei por fazer geleia em vez de doce, a colheita rendeu muito pouco… Tenho de apanhar mais algumas enquanto é tempo!
Last weekend we picked blackberries from the hedgerows. British blackberries are a bit different from the ones one finds in Portugal: they’re plumper and juicer but not as sweet. We managed to pick 1 kg but, since I ended up making jelly, not jam, I wasn’t left with much juice… I guess I’ll have to pick some more while I still can!

(images: 1, 2, 3- Tiago Cabral; 4, 5- Constança Cabral)

Outono :: Autumn

Nunca me canso do ritmo das estações do ano – antes pelo contrário, sinto-me revitalizada e entusiasmada pelo que aí vem. Com a chegada do Outono deixo para trás os padrões frescos e floridos do Verão e inclino-me para os amarelos, laranjas e encarnados. Planos para as próximas semanas: experimentar fazer doce de amora (as silvas estão carregadas), apanhar as últimas flores do ano (especialmente as dálias que plantei em Abril), comer as nossas courgettes e abóboras e, para me preparar para uma feira em Novembro, coser como se não houvesse amanhã.
I never get tired of the rhythm of the seasons – on the contrary, I feel quite energised and excited about what’s to come. The arrival of Autumn makes me leave behind those fresh, floral patterns that are so characteristic of Summer and concentrate instead on yellows, oranges and reds. Plans for the next few weeks: trying my hand at making blackberry jam (the hedgerows are loaded with them), picking the last flowers of the year (especially the dahlias I planted in April), eating our very own courgettes and pumpkins and, in preparation for a fair in November, sewing like there’s no tomorrow.


(image: Constança Cabral)

São Pedro de Moel – III

Não posso falar em São Pedro sem mencionar as casas encantadoras, as varandas de madeira, as cortinas de cassa e as sardinheiras à entrada. As fotografias teriam ficado mais giras com céu azul, mas o mau tempo também faz parte.
I can’t talk about São Pedro without mentioning the lovely houses, the wooden balconies, the muslin curtains and the geraniums. The photos would have been better had we had blue skies but the bad weather is  something you can always take for granted up there.
(images: Constança Cabral)

Geleia de Camarinhas :: Corema Album Jelly

Quem já provou camarinhas ponha o dedo no ar! No pinhal de Leiria há zonas com imensos arbustos carregados destas bagas brancas e o meu pai falou-me em ter provado geleia de camarinhas quando era pequeno. Fui pesquisar receitas, tirei ideias dumas e doutras e fiz a geleia assim:
tantas bagas quantas conseguir apanhar
açúcar 
sumo de meio limão
Antes de mais, ponha um pequeno prato no congelador.
Comece por lavar muito bem as camarinhas. Ponha-as dentro duma panela, cubra-as com água e coza-as até que comecem a rebentar. Vá esmagando com um daqueles instrumentos para fazer puré de batata.
Passado um quarto de hora, forre um passador com pano cru (previamente fervido) – ou use um saco especial para coar geleias, ou um filtro de café em flanela. Deite lá para dentro o conteúdo da panela e pendure as pontas do pano num estendal interior, por exemplo. Por baixo coloque uma tijela grande. Espere umas horas.
Quando o líquido estiver todo coado, pese-o. Ponha-o noutra panela, acrescente açúcar (cerca de 2/3 do peso do sumo de camarinha) e sumo de limão. Em lume baixo, deixe dissolver completamente o açúcar (caso contrário, a geleia ficará cristalizada). Mal o açúcar tenha derretido totalmente, ponha o lume no máximo e deixe a mistura ferver. Passados 10 minutos, tire a panela do lume e deite um pouco de líquido no prato que estava no congelador. Volte a pô-lo no congelador e espere 1 minuto. Tire o prato para fora e empurre o líquido com o dedo. Se a superfície enrugar, a mistura já gelificou. Se continuar líquida, volte a pôr a panela ao lume e deixe ferver mais 5 minutos, e volte a fazer o teste do prato. Vá testando de 5 em 5 minutos até a mistura atingir o ponto certo.
Quando achar que a geleia está pronta, desligue o lume e deixe-a descansar 10 minutos. Depois deite-a em frascos esterilizados e muito quentes, e tape-os imediatamente. Certifique-se de que ficaram bem fechados e ferva-os (completamente imersos em água) durante 10 minutos. Deixe-os arrefecer em cima dum pano durante várias horas. 
Coma a geleia com torradas ou carne assada.
There’s a special costal species growing on the dunes and pine forests of the Iberian Peninsula western coast: an evergreen shrub full of white, edible berries called corema album (I can’t find the English common name… is it crawberry?). My father told me that he first tasted the jelly made with these berries when he was a teenager and he was surprised to find that although the berries were white (they look just like pearls), the jelly was pink. I did a quick search online and came up with a recipe for this jelly, which I made today. It can be eaten on toast or to accompany meat dishes. 
(images: Constança Cabral)

São Pedro de Moel


A praia onde o Inverno vem passar o Verão, onde a bandeira encarnada está gasta de tanto uso, onde há toldos de lona e de corda e barracas remendadas, é um dos sítios mais bonitos de Portugal.

I can’t translate this in an effective way… let me just say that I truly love this beach!

(images: Constança Cabral)