Crónica dos Bolbos :: The Bulb Chronicle

29/09/2010
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30/12/2010
30/12/2010
28/01/2011
5/02/2011
26/02/2011
7/03/2011
27/03/2011
27/03/2011

 

Agora que estamos em plena Primavera, chegou a altura de fazer o balanço das minhas tentativas de forçar bolbos em 2010-2011. Neste post expliquei como tudo começou e que conselhos segui e hoje, olhando para esta sucessão de fotografias, parece-me que o saldo é bastante positivo. À excepção dos narcisos da última imagem, tudo floresceu. Mas, mais importante do que isso, aprendi imenso, treinei a minha paciência, jardinei durante o Inverno e tive uma óptima desculpa para vasculhar lojas de caridade e feiras de antiguidades em busca de recipientes. Em Setembro tenciono começar tudo outra vez.

Now that Spring has truly sprung it’s time to assess my bulb forcing attemps in 2010-2011. In this post I wrote about how it all began and which advice I decided to follow and today, looking at all these pictures, I think the balance is quite positive. With the exception of the narcissi in the last photo, everything bloomed. But more importantly than that, I’ve learnt a lot, exercised my patience skills, managed to garden during Winter and had a great excuse to browse charity shops and antique fairs in search of containers. In September I plan to start all over again.

(photos: Constança Cabral; Tiago Cabral)

Receber Visitas :: Receiving Guests

Gosto da antecipação de ter visitas cá em casa. Preparar o quarto é a minha parte preferida: a cama feita de lavado, muitas almofadas, flores, lenços de papel, água e bolachas, toalhas, uma pilha de revistas, uma manta aos pés da cama… agora só falta a convidada!
I enjoy the anticipation of having friends to stay. Preparing the guestroom is my favourite part: clean sheets, lots of pillows, fresh flowers, a box of tissues, water and biscuits, a couple of towels, a pile of magazines, a hand-knitted throw at the end of the bed… now the only thing missing is the guest herself!

(photos: Constança Cabral)

Papel de Parede :: Wallpaper

british flora illustrations
british flora illustrations
british flora illustrations
british flora illustrations
Se esta casa fosse nossa — e não apenas arrendada —, forraria as paredes da casa-de-banho das visitas (aka “lavabo social”) a papel de parede. Mas não escolheria um papel de parede qualquer — usaria as páginas de um livro de ilustração botânica. Sei que há pessoas, para quem os livros são absolutamente sagrados, que ficarão horrorizadas com esta ideia, assim como há muita gente que não aceita que pintar móveis de madeira seja uma opção viável. Mas eu gosto desta ideia. Páginas de livros, mapas desactualizados, pautas musicais… talvez um dia, quem sabe?
If this house was ours — and not just rented — I’d paper the walls in the downstairs loo. But I wouldn’t choose just any wallpaper — I’d use the pages of an old botanical illustrations book. I realise there are people who think books are sacred and who therefore will be outraged by this suggestion, as there are people who think that painting wooden furniture is never an option. But I quite like this idea. Book pages, outdated maps, music sheets… maybe one day, who knows?

(photos: Constança Cabral)

Toucador Imaginário :: Styled Dressing Table

on my dresser
Hoje à tarde olhei para o meu quarto e vi cor-de-rosa, lilás, azul-turquesa, amarelo e cinzento. Em dois minutos e sem pensar muito no assunto, compus este toucador imaginário com:
– ramos floridos de mimosa e olaia;
– uma ilustração que escolhi com 13 anos;
– alguns livros que pertenceram à minha mãe e que devorei na adolescência;
– uma das minhas écharpes num cesto que levou flores no dia do nosso casamento;
– dois pares de brincos (uns minhotos, outros de plástico, mas sempre compridos);
revirador de pestanas (absolutamente essencial);
frasco de perfume quase no fim;
– caixa de blush para um ar saudável;
– passaporte;
– escova de cabelo (há anos que namoro uma destas).
Infelizmente, o cenário com que me deparo diariamente é bastante mais desarrumado.
This afternoon I looked around my bedroom and I saw pink, lilac, turquoise, yellow and grey. Moving quickly and not giving it too much thought, I styled this dresser with:
mimosa and Judas tree blossoms;
– a print I chose when I was 13 years old;
– some books that I devoured in my teenage years, which had previously been my mother’s;
– one of my scarves in a basket that carried flowers on our wedding day;
– two pairs of earrings (one pair is traditionally Portuguese, one pair is plastic, both are long);
– an eyelash curler (an absolute necessity as far as I’m concerned);
– my favourite scent (almost empty by now);
– some blush powder for a healthy look;
– passport;
– hairbrush (I’ve been coveting one of these for ages).
 
Unfortunately, the reality I’m faced with each day tends to be a lot messier.
(photo: Constança Cabral)

Estores Suecos II :: Swedish Blinds II

Normalmente escolho tecidos bastante simples (riscas, bolas ou até mesmo lisos) para fazer estores deste género porque, estando o tecido assim esticado, um padrão mais confuso pode rapidamente tornar-se cansativo. Prefiro introduzir cores e formas em almofadas, estofos, mantas, quadros… No entanto, visto que na cozinha não há mais nenhum padrão forte à vista, optei por este tecido da Cath Kidston (que encontrei em saldos aqui). É alegre e não excessivamente açucarado, e dá vontade de passar a tarde a fazer bolos.
When choosing fabrics for blinds, I usually go for simple ones like stripes, spots or even plain ones – because the material is so flat and exposed, a busier pattern can quickly become tiring. I’d rather introduce colours and shapes using cushions, armchair covers, quilts, artwork… But since there are no strong patterns in our kitchen I picked this Cath Kidston print (which I bought on sale here). It’s cheerful and not too twee and it makes me want to spend the afternoons baking cakes.
 
(photos: Constança Cabral)

Estores Suecos :: Swedish Blinds

Após um ano e dois meses, finalmente comecei a fazer cortinados cá para casa. Precisei do empurrão da minha mãe, cuja ajuda preciosa foi absolutamente vital nesta empreitada, e optei pela maneira mais fácil e barata: estores suecos. As explicações vieram deste livro (apesar de termos feito algumas adaptações), um dos livros de costura mais giros e úteis que possuo.
After one year and two months, I’ve finally started making curtains for our home. I needed a push and my mother proved invaluable in accomplishing this task. I went for the easiest and cheapest possible option: Swedish blinds. The instructions we followed came from this book (although we made a few minor alterations), one of the most attractive and useful sewing books I own.

(photos: Constança Cabral)

Winter :: Feathers

Esta semana fechou a época de caça ao faisão no Reino Unido. Há muitos faisões ao pé de nossa casa (os machos são verdadeiramente impressionantes) e um dos caçadores ofereceu-nos um par deles (literalmente). Tinha a ideia de que depená-los seria uma aventura mas afinal não foi nada de especial. E, para além dum almoço delicioso, fiquei com uma caixa de penas extraordinárias para usar em todo o tipo de projectos – comecei por fazer uma coroa e uns arranjos para cima da lareira, mas seguir-se-ão outras coisas de certeza. Bom fim-de-semana!

The pheasant shooting season closed this week in the UK. There are many pheasants around our house (the males are truly impressive) and one of the huntsmen gave us a pair of them (literally). I thought that plucking them would be quite an adventure but it turns out it’s not as bad as that. And, in addition to a delicious lunch, I’m now left with a box of extraordinary feathers to use in all kinds of projects – I’ve already made a wreath and some arrangements for the mantel but I’m sure other things will follow. Have a great weekend!

(images: Constança Cabral)

Verde :: Green

Apontamentos verdes por estes lados:
Green details around here:
Os bolbos estão a crescer lentamente. Fazem-me companhia no parapeito da janela do escritório.
The bulbs are growing slowly. They keep me company on the study windowsill.
Encontrei este vestido para 4 anos, em excelente estado, numa loja de caridade. Custava £1. Era impossível deixá-lo lá.
I found this dress for a 4-year-old in a charity shop. It’s in excellent condition. It cost £1. It was impossible for me to just leave it there.
Ontem finalmente varri todas as folhas que cairam este Outono e pu-las numa pilha para fazer isto. Hoje doem-me músculos que nem sabia que existiam.
Yesterday I finally gathered all the autumn leaves and put them in a pile in order to make this. Today I’ve got aching muscles that I didn’t even know existed.

(images: Constança Cabral)