4th of July Bunting Giveaway

O 4 de Julho está a chegar e as bandeirolas que fiz para o livro Heart-Felt Holidays estão a ser sorteadas no blog da editora Lark. Para se habilitarem a ganhá-las, basta deixar um comentário neste post (sigam o link). Infelizmente o sorteio só está aberto a residentes nos EUA… Boa sorte!
4th of July is just around the corner and the bunting I made for the Heart-Felt Holidays book is being given away on Lark’s blog. For a chance to win all you have to do is leave a comment on this post (follow the link). Unfortunately only US residents are eligible to win… Good luck!

Receitas Antigas :: Old Recipes

É tão engraçado descobrir cadernos de receitas de bisavós e tias, com as suas páginas manchadas, explicações sucintas, ortografia ultrapassada e caligrafia à antiga. Tenho-me divertido a testar algumas receitas e a acrescentar-lhes o meu toque pessoal. E vocês, usam as receitas das vossas antepassadas?
It’s wonderful to find recipe books from great-grandmothers and great-aunts, with their stained pages, short explanations, ancient spelling and old-fashioned handwritting. I’ve been having fun testing and adding my personal touch to them. What about you, do you use your ancestors recipes?
(photos: Constança Cabral)

Suisse, 1945

Hoje mostro-vos outro livrinho que encontrei em casa da minha avó, também dedicado às conservas de fruta e legumes. Este foi publicado em 1945 por uma fábrica de vidros suíça. E a capa não poderia ser mais apropriada a esta altura do ano: o tempo das cerejas!
Today I’m bringing you another booklet found at my grandmother’s house which also covers the subject of preserving fruit and vegetables. This particular one was published in 1945 by a Swiss glass factory. The cover couldn’t be more appropriate to this time of year: it’s cherry season!

Portugal, 1942

Entre livrinhos, cadernos, panfletos e brochuras de culinária, encontrei em casa da minha avó este estudo levado a cabo por uma engenheira agrónoma da Junta Nacional das Frutas, publicado em 1942 e dedicado ao “aproveitamento da fruta em conservas, compotas e outros doces”. O livro é muito rigoroso e interessante e, para além das páginas que digitalizei, aproveito para partilhar convosco uma parte da introdução:
Os mercados nacionais encontram-se em determinadas épocas do ano invadidos por grande quantidade de fruta que, dum modo geral, se vende a preços muito elevados.

Por outro lado, em pontos distantes dos grandes centros (…), a fruta tem cotações baixíssimas, sendo mesmo em grande parte dado ao gado (…); é que o produtor não sabe que fazer-lhe tanto mais que para êle existe apenas um único tipo de fruta e, assim, a má não permite que a boa chegue a preços acessíveis aos mercados.

(…) Se, porém, conseguirmos dar vazão à grande quantidade de fruta de refugo colhida em todo o País, que, de momento, não tem aplicação económica ou vai competir com a de primeira qualidade, poder-se-ia vender a fruta escolhida a preços mais acessíveis, dada a valorização que a de refugo sofreria.

Podíamos fomentar a indústria caseira de doces e conservas de frutas, transformando êsse refugo em compotas, geleias, sumos, etc., com mais ou menos açúcar, mas sempre constituindo produtos agradáveis, com tanta aplicação e interêsse económico.

(…) A dona de casa que vive fora de Lisboa também dispõe durante parte do ano de quantidades apreciáveis de fruta cuja aplicação racional lhe causa, por vezes, sérios embaraços. 

Aqui em Inglaterra apanham-se à venda de vez em quando uns caixotes de fruta “for jam” — em Portugal não me lembro de ter visto isto em nenhuma frutaria. Sabem de algum sítio que faça isto? É que, independentemente do gozo que dê fazer conservas em casa, não faz muito sentido usar fruta de supermercado. Quem vive nas grandes cidades como faz para arranjar fruta “de segunda”?
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Amongst loads of cookery leaflets and brochures, I came across this study on preserving fruit at my grandmother’s house. It was issued by the Portuguese government in 1942 and it exhortes the virtues of making use of “second choice” fruit (i.e. fruit that isn’t considered perfect for commercial purposes) in preserves. It’s a rigorous and interesting study and I’m glad I’ve found it!

Conservas :: Preserves

Estamos em plena época de conservas! Um dos meus sonhos é um dia ter uma cozinha grande, em que caiba uma mesa quadrada com tampo de lioz como a que havia em casa do meu avô, onde eu possa fazer geleias e compotas em grupo. Até lá, vou compotando e gelificando sozinha ou com o Tiago. Descobri estas fotografias tiradas há dois anos enquanto preparava geleia de amora e lembrei-me de dedicar esta semana à arte de fazer conservas. Entretanto, se quiserem saber os meus truques e técnicas, podem ler este post sobre como fazer doce de framboesa.
It’s preserving season! One of my dreams is to have a big kitchen one day, where I can place a big square table like the one that existed in my grandfather’s house and where I can make jams and jellies in the company of some friends. Until then I’ll keep on jamming and jellying alone or with Tiago. I came across these pictures taken two years ago whilst I was making blackberry jelly and I thought I’d dedicate this week to the art of preserving. In the meantime, if you want to find out about some of my tips and tricks on preserving, take a look at this post I wrote about making raspberry jam.

(photos: Tiago Cabral)

Ervas Daninhas :: Weeds?

O que é uma erva daninha? Apenas uma planta fora de sítio? E o que torna as ervas daninhas tão indesejáveis? E se lhes passássemos a chamar “ervas espontâneas”, o caso mudaria de figura? Confesso que não sou fanática por jardins imaculados e que umas aparições inesperadas me fazem sorrir em vez de desesperar. Como, por exemplo, estas violetas por entre as lages do pátio. É verdade que algumas ervas daninhas são extremamente invasivas e asfixiam as culturas, mas muitas delas são bastante toleráveis. E bem-vindas!

What is a weed? Just a plant out of place? And what makes weeds so undesirable? What if we started calling them “spontaneous plants”, would we look at them in a new light? I confess I’m not mad about manicured gardens and that some unexpected apparitions make me smile rather than despair. Like, for example, these violets amongst the patio’s stones. It’s true that some weeds are extremely invasive and suffocate cultivars but many of them are quite tolerable. And welcome!

(photo: Tiago Cabral)