Debaixo do Marmeleiro :: Under the Quince Tree

O meu entusiasmo por marmelos está a dar frutos (literalmente): fomos convidados para ir ver umas galinhas e ovelhas a casa de uns vizinhos e saímos de lá com 9 quilos de marmelos. Mais um exemplo da simpatia neozelandesa! 
(PS. a camisola do Rodrigo foi tricotada pela minha mãe — o modelo é este)
My excitement towards quinces is quite literally bearing fruit: we were invited to go look at some sheep and hens and we came home with 9 kgs of quinces! As I’ve said before, Kiwis are so friendly and welcoming… thank you, Jill!

(PS. Rodrigo’s sweater is another one of my mother’s lovely hand-knits — here’s the pattern she’s used)

(photos: Tiago Cabral)

Me @ Ei Montepio

Tenho andado com a sensação de que ultimamente Portugal despertou para os blogs. Não propriamente os leitores, que esses já cá andam há muito tempo, mas os meios de comunicação social. Os próprios bloggers estão muito mais visíveis: aparecem em reportagens fotográficas, são convidados para lançamentos, entram em parcerias com marcas. O discurso dos jornalistas também mudou: de novidade engraçada e original, parece-me que agora os blogs são encarados numa perspectiva mais séria (ah, afinal pode mesmo viver-se disso?).
Eu (ainda) não vivo disto mas esse é o objectivo para o qual trabalho. 
Hoje saiu um artigo no site do Montepio e fiquei toda contente por estar em tão boa companhia. Espreitem-no aqui. Obrigada pelo interesse, Ana!
There’s an article about Portuguese blogs and I was lucky enough to be asked to answer some questions. It’s only in Portuguese but if you’re interested, check it out here.

Macieiras :: Apple Trees

No fim-de-semana passado fomos passear até Hawke’s Bay, uma zona de produção de fruta e de vinho. Estamos em plena época da colheita da maçã e a certa altura pedi ao Tiago para parar o carro e tirar umas fotografias. Nunca tinha visto macieiras assim, com maçãs até ao chão — a macieira em frente de nossa casa em Inglaterra tinha uma copa alta e larga (podem revê-la aqui). 
Não é bonito ver uma árvore carregada de fruta?
(estas fotografias são dedicadas à Vivi, que apesar de comer religiosamente uma maçã por dia, nunca viu uma macieira!)
Last weekend we went to Hawke’s Bay, a region known for its wine and fruit production. We are in the midst of apple harvest time and at a certain point I asked Tiago to pull over and take some pictures. I had never seen apple trees like these, long and thin and with fruit almost touching the ground — the apple tree that was in front of our house in England had a tall, wide crown (you can see it here).

Isn’t it beautiful when a tree is completely laden with fruit?

(these photos are dedicated to Vivi, who eats an apple a day but has never seen an apple tree!)

(photos: Tiago Cabral)

Ainda a Marmelada :: Quince Paste Again

Estou a adorar ler os vossos comentários ao post sobre a marmelada, obrigada! É incrível como coisas tão simples com marmelada mexem tanto connosco e fazem lembrar mães e avós, momentos bons de infância, enfim. É por estas e por outras que me entusiasma ir partilhando convosco aquilo que vou fazendo!
Eu nunca vi marmelada a ser feita (consta que a minha avó Mimi também fazia, mas infelizmente não cheguei a conhecê-la —  a minha prima Inês é que é capaz de ter assistido ao processo). Um dos meus sonhos é um dia estar numa grande cozinha a aprender a fazer doces e conservas com quem os faz há muito tempo e sempre os viu fazer (os meus sonhos são sempre bastante elaborados e, quando penso nessa cozinha, imagino logo uma cozinha antiga num solar minhoto, ou numa casa beirã, ou num monte alentejano… com uma grande mesa no centro, alguidares de barro e mulheres a contar histórias de antigamente). Tive uma infância muito feliz mas bastante urbana e muitas vezes tenho estes desejos de ruralidade. Outra coisa que também me passou pela cabeça foi que giro giro seria se houvesse workshops de doçaria tradicional nos conventos — claro que o Tiago fartou-se de gozar comigo e disse logo que os votos de silêncio das freiras dificultariam a aprendizagem…
Enfim, voltando à marmelada: muitas de vocês disseram que a cor escura vai-se desenvolvendo com o tempo de cozedura, o que faz todo o sentido. Achei graça ao facto de a Andreia ter falado na avó dela com os braços envoltos em panos para evitar as queimaduras — eu fiz exactamente o mesmo! Uma colher de pau muito comprida também ajuda… é que a marmelada a certa altura transforma-se num verdadeiro vulcão e salpica cospe com muita fúria. 
Em relação às formas: usei formas antigas de gelatina (de vidro e faiança) que fui encontrando nas lojas de caridade inglesas. Para desenformar a marmelada, esperei duas ou três semanas para que endurecesse um bocado, depois mergulhei as formas em água muito quente e passei cuidadosamente com uma faca entre a marmelada e a forma. Desenformei-as todas só para a fotografia — depois voltei a pô-las nas formas e tapei-as com papel vegetal, para que se conservem durante uns meses dentro da despensa.
Cores à parte, o gosto é óptimo. Não demasiado doce e granulosa q.b. Mas não sei se será tão boa como as marmeladas das vossas avós…
(em relação a ter sido feita em Março e não em Setembro/Outubro, a explicação é simples… é que cá as estações do ano são ao contrário e o Outono começou agora)
I’m loving all your comments about quince paste, thank you! It’s amazing how simple things like marmelada resonate so much with us and evoque such precious memories. It’s precisely because of this that I enjoy sharing my little things with you!

Unfortunately I have no memories of quince paste being made during my childhood. One of my dreams is one day to be in a large old kitchen surronded by women making preserves and telling stories of the olden days. I was lucky enough to have had a very happy childhood but it was quite an urban one, and sometimes I have these deep wishes for rurality. Another thing that has crossed my mind is that convents could perhaps run traditional cookery workshops, how great would that be? Of course Tiago thought I was crazy and mention the fact that the nuns’ vows of silence might get in the way… 

Anyway, getting back to quince paste: many of you have said that the dark colour develops as the paste boils on the stove, which makes total sense. It’s funny that Andreia should mention her grandmother stirring away with her arms covered in tea towels in order to avoid burns — I did exactly the same thing! A very long wooden spoon works as well… when the paste comes to the boil it resembles a furious volcano. 

About the moulds: I used vintage jelly moulds (glass and earthenware) that I bought in English charity shops. After making the paste I waited for a couple of weeks so that it would go hard and then when it came to turning it out of the jelly moulds, I dipped the moulds in very hot water and then carefully ran a knife around the rim to release it a bit. After taking the pictures I put the individual quince pastes back in their moulds and covered them with greaseproof paper so that they’ll keep in the pantry for a few months. 

Regardless of colours, the taste is great. Not too sweet and just a little bit grainy. Is it as good as your granny’s? I have no idea…

(photos: 1, 2- Constança Cabral; 3- Tiago Cabral)

Marmelada :: Quince Paste

Há dois anos fiz marmelada pela primeira vez. No ano passado não consegui encontrar marmelos (foi um ano terrível em termos de fruta — e de clima — em Inglaterra). Este ano, o meu entusiasmo foi tão grande quando vi marmelos à venda no mercado que o dono da banca até meteu conversa comigo.
Cheguei a casa com quase 4 quilos de marmelos e pus-me a testar as duas receitas de marmelada do Pantagruel. Para fazer marmelada “branca” (a que fiz há dois anos — receita aqui), cozem-se os marmelos inteiros e só depois de cozidos é que descascam e descaroçam usando uma faca de madeira (supostamente é o metal que faz com que os marmelos fiquem escuros… mas depois a receita diz para passar a polpa pelo passe-vite… que também é de metal!). No caso da marmelada “vermelha”, descasca-se e descaroça-se a fruta antes de ser cozida. 
Fui partilhando o processo no Instagram e percebi que a maior parte das pessoas prefere a marmelada escura — tem graça que eu acho a clara mais bonita. Mas isso não interessa nada, até porque sabem qual foi a diferença entre as minhas duas marmeladas (feitas com métodos diferentes)? Absolutamente nenhuma. Eu que achava que ia poder mostrar-vos fotografias com marmeladas de tons diferentes… nada disso. A minha marmelada fica sempre da mesma cor! E eu que, quando fiz a dita marmelada “vermelha”, até cortei os marmelos em bocados pequenos para que houvesse uma maior superfície de oxidação (“superfície de oxidação”… estarei a levar isto demasiado a sério?!).
Já alguma de vocês experimentou os dois métodos e obteve resultados diferentes?
Na fotografia, a marmelada “vermelha” é a que aparece rodeada de maçãs; todas as outras foram feitas com a receita de marmelada “branca”. Mas, como podem ver, a cor é absolutamente a mesma…
Two years ago I made quince paste for the first time (should I call it quince paste or quince cheese?). Last year I couldn’t find quinces for sale as it was a terrible year for Britain as far as fruit was concerned. This year I was very  excited to see quinces for sale in my local farmers’ market!

I arrived home with nearly 4 kgs of quinces and decided to test the two classic Portuguese recipes for quince cheese. One is called “white quince cheese” (recipe here) and produces a relatively light-coloured paste, while the other goes by the name of “red quince paste” and yields a dark, almost burgundy, preserve. The white paste is seen as more refined, while the red one is your average Portuguese quince cheese, the one you spend your childhood eating (either paired with hard cheese, or on toast, or cut into squares that are then rolled in granulated white sugar).

To make the white paste you first boil the quinces and only then do you peel and core them using a wooden knife (as the metal will supposedly make them go dark… but then the recipe tells you to use a mouli… uhm). When you make the red paste you peel and core the quinces while they’re still raw. 

I shared some of the process on Instagram and came to the conclusion that most people like the dark quince cheese better — interestingly enough, I prefer the lighter version. But that’s irrelevant to this story because my quince cheese gets the exact same colour regardless of the recipe I use! I thought I’d be able to show you a nice picture with two toned quince cheeses… oh no. And I put so much effort into making the “red” paste really dark… I even cut the quinces in small pieces so they’d have a greater oxidation surface (“oxidation surface”?? just listen to me… I wonder if I’m taking this too seriously?!). 

Have any of you ever tried the different methods? Did you achieve different colours?

In the above picture the so-called “red” quince paste is the one that’s surrounded by crab apples. As you can see, the colour is no different from the other specimens.

(photos: Tiago Cabral)

Boa Páscoa! :: Happy Easter!

Esta é a nossa primeira Páscoa no Outono, o que não deixa de ser estranho… para mim, a Páscoa é renascimento, ovos e coelhos, florescimento e cores pastel — numa palavra, Primavera. Mas não consigo pôr-me a decorar a casa de azul-claro, amarelo e cor-de-rosa quando os dias cada vez estão mais curtos, vestimos camisolas de manhã cedo e ao fim da tarde, as árvores estão a mudar de cor e as veredas a ficar cheias de bagas.

Por isso, em vez de lutar contra a realidade, resolvi abraçar esta Páscoa outonal.

Onde quer que estejam, desejo-vos uma Páscoa cheia de paz e alegria!

This is our first autumn Easter, which for me is a very odd thing… I’ve always thought of Easter as a time of revival and regeneration, filled with eggs, bunnies, blossom and pastel colours — in a nutshell, Spring. But I cannot bring myself to decorate the house in light blue, yellow and pink, now that the days are getting shorter, we’re putting on sweaters, the trees are changing colours and the hedgerows are full of berries.

So instead of fitting it, I’ve decided to fully embrace this autumnal Easter.

Wherever you are, I hope your Easter is filled with peace and joy!

(photo: Tiago Cabral)

Me @ Café, Canela e Chocolate

A Sofia, autora do blog Café, Canela e Chocolate, é médica obstetra e tem vindo a fazer uma série de perguntas sobre gravidez, parto e puerpério a algumas bloggers. Se vos apetecer ler as minhas respostas, espreitem aqui.
This is an interview about pregnancy, labour and postpartum conducted by Sofia, who’s a blogger and also an obstetrician. It’s only in Portuguese but if you’re curious and you don’t fear Google translator, check it out here

Escolher a Primeira Máquina de Costura :: Choosing your First Sewing Machine

Que máquina de costura hei-de comprar?

… é a pergunta que mais me fazem. Recebo muitos emails a pedir conselhos sobre este assunto, de pessoas que querem começar a coser mas que não sabem: 1- quanto devem gastar numa primeira máquina; 2- que marca e modelo devem escolher.
Uma pessoa que começa a coser não quer gastar muito dinheiro numa máquina xpto cheia de pontos, ecrãs computorizados e acessórios extravagantes. Não faz sentido estar a comprar uma máquina caríssima quando ainda não sabemos sequer se lhe iremos dar muito uso.
Mas, como sabem, sou da opinião de que devemos sempre tentar comprar coisas de boa qualidade. Quem compra bom compra só uma vez, não é verdade? Comprar de forma consciente é uma atitude inteligente e ecológica. E mau material, para além de ter um tempo de vida útil bastante limitado (e as nossas lixeiras estão a rebentar pelas costuras), é meio caminho andado para uma vida cheia de frustrações (maus fornos/maus ingredientes = maus bolos, por exemplo). 
A solução? Comprar uma máquina de costura em segunda mão. 
Mas não uma máquina qualquer! Uma máquina de metal, eléctrica, dos anos 60/70/início dos anos 80. Se possível, uma Bernina. Ainda melhor se essa máquina tiver sido a máquina topo de gama da época em que foi lançada.
Uma máquina antiga de metal cose tudo e resiste a tudo. A gama de pontos pode ser mais limitada mas, sinceramente, quantas vezes usamos todos aqueles pontos mais mirabolantes?
Querem saber a minha experiência em relação a máquinas de costura?
A minha mãe tinha uma Singer comprada em meados dos anos 80, uma máquina de plástico bege que fez muitos cortinados e muitas colchas lá para casa (hoje em dia tem uma Bernina Quilter’s Edition mas isso é outra história). A minha avó tem uma Oliva giríssima, verde azeitona (claro!), de metal, integrada num móvel também ele muito giro. Só que essa máquina é a pedal e, verdade seja dita, quem cosia lá muito era a costureira que ia lá a casa uma vez por semana, e a quem devo muitos fatos de Carnaval. A minha avó já me tentou ensinar a trabalhar com ela, mas eu sou a pessoa mais descoordenada do mundo e não gosto nada daquela história de ter de acertar com o ritmo do pedal ao mesmo tempo que estou concentrada em coser a direito. 
Ora bem, quando me comecei a entusiasmar por costura, pedi à minha mãe que me ensinasse a coser. Mas a tal Singer estava com imensos problemas de tensão, por isso acabei por receber uma máquina de costura nos anos. Escolhemos uma Pfaff Hobby 1042, que na altura custou cerca de €300. Se seguem o meu blog desde o início sabem que me fartei de coser com ela, mas rapidamente cheguei à conclusão de que precisava de uma máquina mais robusta. A Pfaff não cosia várias camadas de lona, a Pfaff tinha problemas de tensão, a Pfaff quando aquecia muito tinha de ser desligada até que conseguisse recuperar o fôlego. Francamente, eu estava a ficar farta da Pfaff. Ainda contemplei comprar uma máquina industrial em segunda mão, mas a que vi (uma Bernina, isto já em Inglaterra) era enorme e muito barulhenta. E foi nessa altura que percebi que se comprasse a melhor máquina doméstica  antiga (eléctrica) que conseguisse encontrar, ficaria muitíssimo bem servida. 
Passei horas na internet a fazer pesquisa e cheguei à conclusão de que tinha de tentar encontrar uma Bernina dos anos 60/70. E, passados uns tempos, consegui comprar a minha Bernina Record 830 numa loja de máquinas de costura por cerca de £250 (o mesmo preço da modesta Pfaff Hobby 1042, portanto… a Pfaff nunca deveria ter existido na minha vida… deveria era ter comprado logo uma Bernina antiga… mas quem não sabe é como quem não vê).
A Bernina Record 830 é uma máquina fantástica. Por ter sido comprada num especialista, veio a coser na perfeição. Caso tivesse sido comprada no eBay ou algo no género, teria de a ter mandado fazer uma revisão — mesmo assim, teria compensado. Já tive de a mandar arranjar uma vez (por culpa minha) e não houve problema nenhum — ainda há muitas peças e muitas pessoas que percebem destas máquinas.
A relação qualidade/preço de uma máquina antiga de qualidade é excelente. Por isso, o meu conselho é sempre este: se estiver à procura de uma primeira máquina de costura, compre uma máquina de costura antiga, a melhor que conseguir encontrar.

Which sewing machine should I buy?
… here’s a question I get asked all the time. I receive many emails asking for advice on buying a sewing machine from people who want to start sewing but who don’t know 1- how much they should spend on their first sewing machine; 2- which brand and model they should choose.
Someone who is just starting out doesn’t want to spend too much money on a fancy machine full of crazy stitches, computerised screens and extravagant accessories. It really doesn’t make much sense to splurge on something that you still don’t know if you’re going to use a lot or not.


On the other hand, I strongly believe that you should always buy things of good quality. When you buy quality you only have to buy once, right? Buying consciously is an intelligent, eco-friendly move. Poor quality stuff not only has a very limited life (and quite frankly, rubbish dumps are bursting at the seams), it also can make your life very frustrating (i.e. bad oven/bad ingredients = bad cakes).


The solution? Buy a second-hand sewing machine. 
But not just any old sewing machine! Find an electric, metal sewing machine from the 1960s/1970s/early 1980s. A Bernina, if possible. Better still if that machine was top of the range when it first came out.
An old metal sewing machine is heavy-duty and reliable. It sews everything. It may not have 60 different stitch patterns but let’s be honest: how often will you actually use them? 






Do you want to know my personal experience?


My mother had a Singer that she bought in the mid-1980s, a beige plastic machine that sewed many curtains and bedspreads for our home (nowadays she owns a Bernina Quilter’s Edition but that’s a whole other story). My grandmother has got a super cute Oliva (a classic Portuguese vintage brand), olive green (naturally!), metal, integrated in a nice wooden cupboard.  But it’s a treadle machine, which was mainly used by the seamstress that used to work there once a week and to whom I own many a Carnival costume. My granny has tried teaching me how to use it but I am a joke when it comes to motor coordination and I can’t get the hang of that thing.
Well, to cut a long story short: when I discovered the wonderful world of sewing I asked my mother to teach me how to use her sewing machine. However, that sewing machine was having serious tension problems so I ended up getting a sewing machine for my birthday. We choose a Pfaff Hobby 1042 which at the time cost about €300. If you’ve been following my blog since the beginning you’ll know that I sewed a lot with that machine. But I quickly realised that I needed something stronger: the Pfaff couldn’t cope with two or three layers of canvas; the Pfaff suffered from tension problems; the Pfaff would get very hot and then I would have to turn it off and wait for it to cool down and catch its breath. Seriously, I was getting fed up with Miss Pfaff. I actually contemplated getting an industrial sewing machine but the one I looked into (a Bernina — this was already in England) was huge and very loud. And that’s when it occured to me that I would be much better served if I bought the best (electric) vintage domestic sewing machine I could find. 
I spent hours online researching the subject and came to the conclusion that I would try to find a Bernina from the 60s/70s. And some months later I bought my Bernina Record 830 in a sewing machine shop for approximately £250 (roughly the same amount we payed for the Pfaff Hobby 1042… I should have skipped it entirely and gone straight for the old Bernina… but at the time I didn’t know any better). 
The Bernina Record 830 is a fabulous machine. Because I bought it from a specialist it came in mint condition. Had I bought it from eBay I would have had to get it serviced but it would have still been worth it. I’ve had it repaired once (my fault) but that was no big deal as there are still parts available and people who know how to work them.
Good quality vintage sewing machines are great value for money. So my advice is this: if you’re looking for your first sewing machine, buy the best vintage machine you can find.


(photo: Constança Cabral)

Feedback

MUITO OBRIGADA por todas as participações no questinário. Em apenas uma semana tive 739 respostas às minhas 30 perguntas, nem posso acreditar. O vosso apoio e generosidade excedeu as minhas expectativas! Ainda não consegui ler todas as respostas mas prometo que, mal consiga processar toda a informação, partilharei convosco os resultados.

A grande vencedora do Life is Messy Bootcamp é a Inês Catita. Parabéns, Inês!!
Amanhã o blog retomará o seu ritmo com posts normais e regulares. Agora que a nossa casa está a ficar mais arrumada e o Rodrigo está a comer e dormir bem, começo a sentir-me novamente dona da minha vida. Continuo com grandes constrangimentos de tempo (e volto a pedir desculpa a todas as pessoas que me escreveram um email e estão à espera de resposta… eu vou responder, pode é demorar algum tempo) e ainda me sinto algo desorientada (e, por vezes, a viver noutro planeta… esta história da diferença horária e de ser outra estação do ano faz mesmo muita confusão). Mas é tão bom sentir que este blog é um espaço de partilha e de boa-disposição! Fala-se muito nos males e nos perigos da internet — então e as pessoas boas que por lá andam? Há muitos bons sentimentos no ciberespaço e é nessas boas ondas que nos focamos aqui.
Obrigada por estarem presentes!
THANK YOU SO MUCH for all your feedback. In just one week 739 people answered my 30 questions, I can’t believe it. Your support and generosity has largely exceeded my expectations! I haven’t managed to read every single answer yet but as soon as I process all the information, I promise I’ll share the results.

The winner of Life is Messy Bootcamp is Inês Catita. Congratulations Inês!

Tomorrow the blog will resume its rhythm with normal, regular posts. Now that our home is taking shape and that Rodrigo is eating and sleeping well, I’m starting to feel like I own my life again. I’m still facing big time constraints (and I apologise again to anyone who’s written me an email and is waiting for a reply… I will answer, it might just take a while) and I still feel somewhat disoriented (and sometimes it looks as though I’m living on another planet… this whole time and season difference can be very confusing). But it feels so great to know that this blog is a space for sharing good vibes! One hears about the bad things and the dangers of the internet — but what about the good people that frequent the cyberspace? There are some great things going on and here we focus on that goodness.

Thank you for being present!

(photo: Constança Cabral)

Questionário + Prémio :: Survey + Prize

Já aqui referi várias vezes como é importante para mim saber quem lê este blog, como gosto de ler os vossos comentários e emails e que, se vocês não existissem, não participassem e não comprassem os meus produtos, este blog não existiria.
Pois hoje quero ir um bocadinho mais longe. Ando há anos para vos propor um questionário a sério… e hoje é o dia. Tenho um prémio absolutamente fantástico para vos oferecer em troca de respostas ponderadas e honestas: a possibilidade de ganhar uma vaga no curso Life is Messy Bootcamp (valor: US$397). Infelizmente não posso oferecer uma vaga a todas as pessoas que responderem ao questionário (eu bem queria!)… mas proponho-vos o seguinte: quem responder todas as perguntas será incluído no sorteio.
O questionário é aprofundado. Não quero que percam demasiado tempo com ele — hoje em dia o tempo livre é escasso — mas quero que saibam que, ao responderem, estarão a ajudar-me muito. Ajudar-me-ão a tornar este blog ainda mais relevante, a focar-me nos assuntos que mais vos interessam, a desenvolver produtos que vos sejam úteis e que tornem a minha actividade enquanto blogger sustentável.
Por isso, agradeço desde já a ajuda! E não se esqueçam do prémio! Daqui a 7 dias fecharei o questionário e anunciarei o/a vencedor/a.
(Se estiverem a perguntar-se como é que tenho uma vaga no Life is Messy Bootcamp para sortear, a resposta é simples: inscrevi-me na B-School através de um link afiliado da Mayi Carles (a autora do Life is Messy Bootcamp). O incentivo para usar o link era ganhar uma vaga no curso dela. Como já estou inscrita, fiquei com uma vaga a mais. E agora essa vaga pode ser vossa!)
I’ve already mention several times how important it is for me to know who reads this blog, how much I enjoy reading your comments and emails and how this blog wouldn’t exist if you didn’t join in the conversation and support my work.

Well, today I wish to go a bit deeper. For years I’ve been thinking about doing a proper reader survey here on the blog and today is the day. I’ve got an amazing prize for you in return for considerate, honest responses: the opportunity to win a place at Life is Messy Bootcamp (valued at US$397). Unfortunately I can’t offer a course to everyone who takes the survey (I wish!) but here’s what I can do: everyone who answers all questions will automatically be included in the prize draw.

The survey is quite detailed. I don’t want you to waste too much time with this — nowadays free time is scarce — but I do want you to know that by taking the survey you’ll be helping me tremendously. You’ll help me make this blog even more relevant by focussing on those topics that interest you the most and by developing products that that are useful to you and that make my life as a blogger sustainable.

So let me say thank you in advance! And don’t forget about the prize! In 7 days time I’ll close the survey and announce the winner.

(In case you’re wondering how on earth I’ve got a place at Life is Messy Bootcamp to give away, the answer is quite straightforward: I enrolled in B-School using Mayi Carles’ affiliate link (Mayi is the clever creator of Life is Messy Bootcamp). The incitement for using her link was a place in her course. Because I’m already a bootcamper, I got an extra seat. And now that could become yours!)