Plantar :: Planting Time

Este ano decidi comprar as plantas em vez de semear tudo. Tomei uma espécie de atalho jardineiro, se virmos bem. Escolhi tomates, coentros, manjericão, pimentos, malaguetas, espinafres e alfaces (já temos salsa, menta, alecrim, louro, funcho e cebolinho). O Rodrigo, como bom macaquinho de imitação que é, participou activamente na tarefa de plantar tudo no jardim. Nem imaginam como gosto de o ver assim!
This year I’ve decided to buy plants instead of sowing them. I took a gardening shortcut, that’s how I see it. I picked tomatoes, coriander, basil, sweet peppers, chili peppers, spinach and lettuce (we’ve already got parsley, mint, rosemary, bay, laurel, fennel and chives). Rodrigo, who’s great at copying us, took an active part in planting everything in the garden. I can’t tell you how much I enjoy watching him like this!

(photos: © Constança Cabral)

O Melhor e o Mais Difícil :: The Best and the Most Difficult

E agora o outro lado da moeda. Não “o pior do meu dia”, mas “o mais desafiante”. (Tentar) trabalhar com o Rodrigo por perto. Mesa e chão desarrumad(íssim)os. Máquina que encrava porque alguém puxou a linha. Rapaz frustrado, mãe frustrada. Trabalho inacabado. (Fotografias tiradas com o telefone, não editadas.)
Desisti e levei-o para cima da minha cama (que ele desfez imediatamente). E este acabou por ser o melhor do meu dia.
And now the other side of the coin. Not “the worst of my day” but the “most challenging”. Trying to work with Rodrigo around. The table and floor get horribly messy. The sewing machine gets jammed because a certain someone keeps pulling away the thread. Frustrated child, frustrated mother. Unfinished work. (Unedited photos taken with my phone.)

So I gave up and took him to my bed (which he immediately undid). And this moment turned out to be the best of my day.

(photos: © Constança Cabral)

O Melhor do Meu Dia :: The Best of My Day

O objectivo deste meu blog tem sido, desde cedo, focar-me no melhor dos meus dias e motivar-me a fazer mais e melhor. Há alturas em que mostro mais flores, outras mais costura, mais bolos, mais Rodrigo. Por vezes não mostro nada — ou porque estou cansada, ou porque estou a processar uma grande mudança (nestes últimos anos tem havido muitas mudanças), ou porque estou cheia de vazio. 
O que é certo e que só temos uma vida e não sabemos quanto tempo andaremos por cá… por isso mais vale fazer força para registar (e celebrar) os momentos bons.
A Catarina e a Ana acabam de lançar um repto — que já se tornou movimento — intitulado “o melhor do meu dia“:
No final do dia, antes de fechar os olhos e ceder ao cansaço, fazemos um exercício: escolher o melhor do nosso dia. Fazemos as pazes com o que correu mal, aceitamos as respostas que ainda precisam de tempo, acalmamos os medos e as angústias e guardamos apenas o melhor. Podem ser horas de festa ou apenas um instante de silêncio.
Eu aderi imediatamente. Para além de mostrar estes instantes no Instagram, arranjei um caderno onde, à noite, o Tiago e eu escrevemos os pontos altos dos nossos dias. 
Vamos todos participar?
Early on, the main goal of this blog has been to focus on the best of my days and to motivate me to make more and make better. There are times when I show you lots of flowers, other times it’s sewing, or cakes, or Rodrigo. Sometimes I show nothing — either because I’m tired, or I’m processing a big change (these past few years have brought me a lot of changes), or because I’m full of emptiness.

The thing is, we’ve only got one life and we don’t know how long we’ll be around… so we might as well try and register (and celebrate) the good moments.

Catarina e a Ana are two Portuguese bloggers that I love and they’ve recently come up with a challenge called “the best of my day”. I immediately joined: I’m sharing my moments on Instagram and Tiago and I got a little notebook where we write the best of our days before going to sleep.

Will you join us?

Jardim Primaveril :: Spring Garden

Depois de um Inverno sem o Natal para nos distrair, e dois meses passados em Portugal, cheguei a casa e encontrei um jardim que parece ter explodido.
Este jardim faz-me feliz. É uma salganhada de cores e cheiros, sem dúvida, e há partes que terão de ser repensadas. Mas é tão vibrante. E as flores… tantas flores! Algumas que se transformarão em frutos, outras que simplesmente cheiram bem e muitas ideais para cortar e trazer para dentro de casa. 
Hei-de partilhar convosco os arranjos que tenho feito. E os vegetais que plantámos neste fim-de-semana. Mas hoje mostro-vos apenas flores. E um rapazinho que gosta muito de ar livre.
After a winter with no Christmas to distract us and two months away in Portugal, I came home and found out that the garden has exploded.

This garden makes me happy. It’s a mess of colour and smell, no doubt, and there are some corners that are in need of some landscaping. But it’s just so vibrant. And the flowers… so many flowers! Some  will turn into fruits, other simply smell nice and many of them make ideal cutting material.

Soon I’ll show you the arrangements I’ve been making. And the veggies we’ve planted this weekend. But today it’s all about flowers. And a little boy who loves the fresh air.
(photos: © Constança Cabral)

De Volta à NZ :: Back in NZ

Estamos de volta a casa, depois de 42 horas em trânsito (28 das quais foram passadas dentro de aviões). Ainda estou meio desorientada, mas muito contente com a nossa casa e com o nosso jardim e cheia de vontade de pôr em prática as muitas ideias que andam pela minha cabeça. Viva a Primavera nos antípodas!
We’re back home after 42 hours in transit (28 of which were spent inside airplanes). I’m still finding my feet but I’m feeling very happy about our house and garden and I can’t wait to start working on all the ideas that are currently filling my brain. Hurrah for antipodean spring!

(photos: © Constança Cabral)

Em Ponto Pequeno :: Small Scale Objects

Desde pequena que gosto de brinquedos que funcionam mesmo. Ferros que aquecem, aspiradores que trabalham, e por aí fora (alguns potencialmente perigosos, é verdade). No fundo, o que eu gosto é de objectos em ponto pequeno. Em casa da minha avó havia (há) um mini tanque da roupa, uma mini tábua de engomar, um mini ferro eléctrico, um mini serviço de chá da Vista Alegre — tudo coisas que fizeram as delícias das gerações mais velhas e nas quais ainda gosto de mexer, confesso. Quando, no Verão, ia com a minha avó à lota de Sesimbra, levava a minha própria alcofinha (igual à alcofa da minha avó, mas pequena) e a senhora do peixe punha lá dentro um linguado para mim, que eu transportava toda orgulhosa até casa.
Agora que estou em Portugal, tenho batido todas as feiras, drogarias e lojas de artigos de cozinha em busca de miniaturas. Quanto mais toscas e saloias, melhor. Tachos de esmalte, panelas de alumínio, uma almotolia igual à que temos na nossa cozinha, fervedor de leite, cafeteira, passadores… só a tábua e o rolo da massa é que são brinquedos, tudo o resto é mesmo a sério. 
Já juntei uma bela colecção, que foi dividida entre o Rodrigo e as primas gémeas que acabaram de fazer 1 ano. As gémeas receberam os seus utensílios dentro da alcofa de palha. Não acham que foi um presente giro?

Ever since I was a child I’ve enjoyed real working toys. Irons that get hot, vacuum cleaners that work,  and so on (potentially dangerous, I know). I’ve now realised that I truly enjoy small scale objects. At my grandmother’s there’s a mini washing tub, a mini ironing board, a mini electric iron, a mini porcelain tea set — things that have been played with for decades and which still fascinate me. During the summer holidays I used to go along with my granny to the fish market and I’d carry a basket similar my granny’s, only smaller, and the fish lady would place a little sole inside it. That used to make my day!

Now that I’m in Portugal I’ve been searching through every market, old grocery stall and kitchen shop for little kitchen objects. The simpler, the better. Enamel pots, aluminum pans, a traditional olive oil container just like the one we’ve got in our kitchen, an old fashioned milk boiler, a coffee maker, a couple of strainers… only  the wooden board and dough roller are meant to be toys — everything else is “for real”.

I’ve amassed quite a collection, which has been divided between Rodrigo and his twin cousins who’ve just turned one. The twins got their kitchen kit inside that basket in the last picture. Don’t you think it was a nice present?

(photos: © Constança Cabral)

Avós :: Grannies

O Rodrigo tem a sorte de ter duas avós que têm feito muitas coisas para ele: camisolas, mantas, toucas, botas, enfim. Avós prendadas e avós generosas. Logo nos primeiros meses de vida dele comecei a pensar que teria de encontrar uma maneira de agradecer tantas horas passadas a tricotar e a coser para a criatura. E um dia tive uma ideia: quando o Rodrigo completasse um ano, que tal oferecer um livro a cada uma das avós? Um livro que mostraria não só a evolução dele, como todas as peças feitas pelas avós… algo entre um mostruário do neto e um catálogo de façanhas.
Fizemos, pois, dois livros. Este que vos mostro hoje é o da minha mãe, que acabou por incluir ano e meio de tricots, quilts e visitas a Inglaterra e a Lisboa. E não é que o Rodrigo adora vê-lo? Aponta as pessoas e diz “pai”, “mãe”, “avó”, “tio” e “bebé”, claro. Muitos bebés. Sempre o mesmo bebé!
Rodrigo is fortunate enough to have two grandmothers who’ve been making a lot of things for him: cardigans and sweaters, hats, booties, quilts, etc. While he was still very young I started thinking that I had to come up with a way of saying thank you for all those hours spent knitting and sewing for the little one. One day I came up with an idea: once Rodrigo turned one, how about putting together a book for each grandmother? A book that would feature not only his evolution, but also every piece made by granny… something to show off both the grandson and their skills.

So we made two books. The one I’m sharing with you today is my mother’s, which ended up by including 18 months of hand-knits, quilts and visits to England and Portugal. The funny thing is that Rodrigo loves looking at it! He points at people and says “mum”, “dad”, “granny”, “uncle” and “baby”, of course. He loves all the babies!

(photos: © Constança Cabral)

Tecidos :: Fabrics

Vim passar dois meses a Lisboa cheia de planos e expectativas. Trabalhar um bocado mas divertir-me outro bom bocado. Matar saudades das pessoas, da cidade, do país. Aproximar o Rodrigo da família. Voltar a casa.
Trabalhei muito, mas não o suficiente. Ainda há muitos amigos por ver. O Rodrigo desenvolveu uma paixão pelos avós. 
Aquilo que não estava nos planos mas que acabou por acontecer: comprei tecidos. Bastantes tecidos. Há chitas e piqués, cambraias e algodões de camisas, uma flanela, uma sarja, e um ou outro Liberty. E assim se criam mais planos para os próximos meses: um quilt diferente, roupa e um sonho.
I arrived in Lisbon carrying hopes and plans for the next two months. To work hard and to play hard. To “kill the longing” for my people, my city, my country. To get Rodrigo closer to his family. To come home, really.

I’ve worked hard but not enough. There are still friends I want to meet. Rodrigo is in love with his grandparents.

Something that wasn’t planned but happened anyway: I’ve bought fabric. Lots of fabric. Chitas (traditional Portuguese prints) and piqués, shirting fabrics and delicate lawns, one cut of flannel, one cut of stripey twill and a bit of Liberty for good measure. And thus I create plans for the next few months: one quilt, some clothes and a dream.
(photos: © Constança Cabral)

Jogo da Memória de Pano :: Fabric Memory Game

A minha mãe tem feito coisas giríssimas para o Rodrigo. A mais recente é um daqueles jogos da memória, feito em tecido, com saco a condizer e tudo. Este é um jogo que vai crescendo à medida dele: agora a brincadeira é tirar e pôr os quadrados no saco e fazer os sons dos animais; mais tarde virão as palavras e a descoberta dos pares. 

Nunca me canso de admirar as potencialidades dos tecidos e das máquinas de costura… e uma mãe/avó habilidosa também dá muito jeito!


My mother sews the cutest things for Rodrigo. The most recent one is a memory game made up in fabric, with a matching drawstring bag. This is a game that grows with the child: now he has fun placing the squares in the bag and taking them out, as well as making animal sounds; later he’ll say the words and find the pairs.

I’ll never get tired of singing the praises of textiles and sewing machines… a crafty mother/grandmother  also comes in handy!


(photos: © Constança Cabral)

Encarnado e Azul :: Red and Blue

Acabei de descobrir estas fotografias tiradas pelo Tiago há um mês. Para além de gostar de ver o que se passa quando fico fechada em casa a trabalhar, de me perguntar de quem eram aqueles sapatos e de reparar que o nariz do Rodrigo estava a precisar de ser assoado, dei por mim a pensar: gosto muito de riscas. E encarnado com azul é uma combinação mesmo gira.
I just discovered these pictures Tiago took last month. It’s funny to see what was going on when I was stuck at home working. I wonder who was the owner of those shoes? Rodrigo’s nose was dirty… But my point is: I love stripes. And red and blue look great together!
(photos: © Constança Cabral)