Babetes :: Bibs

Caso alguém precise de fazer um presente de última hora para um bebé, aqui fica a minha sugestão: um babete. É prático, é giro e não se corre o risco de estar a dar repetido —afinal, nunca há babetes a mais.
O molde que uso normalmente vem neste livro (e pode ser utilizado para fins comerciais), mas há modelos de sobra noutros livros e na internet. Há também a hipótese de traçar à volta de um babete já existente.
Gosto de babetes forrados a turco. Na NZ não consigo encontrar pano turco a metro, por isso corto toalhas de mão. As minhas primeiras levas de babetes fechavam com molas, mas depois de duas ou três se terem estragado, optei por velcro. Podem ser debruados ou simplesmente pespontados.
O Rodrigo usou imenso estes babetes dos 3 aos 11 meses e continuo a fazê-los de vez em quando, como presentes e encomendas especiais. Aqui fica a ideia para um presente de Natal rápido e útil!
In case you need to make a last minute gift for a baby, here’s my suggestion: sew a bib. It’s both practical and cute and you don’t run the risk of them already owning one, as there’s no such thing as having too many bibs.

The pattern I use the most comes from this book (and can be used for commercial purposes) but there are plenty of other patterns available in books and online. You can also trace around a ready-made bib  in order to get a pattern.

I like bibs that are backed in towelling. In NZ I can’t seem to find cotton towelling sold by the metre so I just cut up hand towels. In my first batches of bibs I used press studs but after two or three of them broke I decided to go with velcro. The bibs can be bound or simply topstitched.

Rodrigo wore these bibs a lot from 3 to 11 months and I still make them from time to time as gifts or special orders. Here’s an idea for a quick, useful Christmas present!
(photos© Constança Cabral)

Natal Cor-de-Rosa :: Pink Christmas

Apesar de estarmos a viver uma Primavera esquizofrénica (25ºC num dia, 15Cº no outro… às vezes calor e humidade, outras vezes frio e ventos ciclónicos e, claro, o Rodrigo constipado), decidi que tenho de abraçar este Natal-não-invernoso. Há que deixar a simbologia do hemisfério norte para trás e tentar encontrar novas referências. Este nosso Natal vai ser aquilo que a Páscoa não pode ser: uma festa em cores frescas. Venham daí o cor-de-rosa, o azul-turquesa, o verde-água e o amarelo-limão! 
Numa estrada aqui ao pé reparei nuns arbustos limpa-garrafas, uns cor-de-rosa claro e outros cor-de-rosa shocking. Em Portugal é fácil encontrar limpa-garrafas, mas só os conhecia em encarnado! São arbustos australianos e não neozelandeses, mas vêem-se bastante por cá. Pensei imediatamente que dariam uma coroa de Natal bem gira e, uns dias depois, voltei ao mesmo sítio munida da minha fiel secatória e apanhei alguns ramos.
Estas coroas são fáceis de fazer e têm bastante impacto: basta ir prendendo os ramos a uma armação circular, com a ajuda de um bocado de arame ou cordel, tendo o cuidado de orientá-los sempre na mesma direcção.
As coroas naturais duram bastante tempo em climas frios (as que fiz em Inglaterra duravam semanas a fio). Esta vai secar rapidamente, mas não faz mal porque já tenho uma ideia para a próxima!
Although we’ve been having a rather schizophrenic spring (25ºC one day, 15ºC the next… sometimes it’s hot and humid, other times it’s cold and windy… no wonder Rodrigo got a cold), I’ve decided that I must embrace this non-wintery Christmas. I’ve got to leave the northern hemisphere symbology behind and come up with new references. This Christmas is going to be what our Easter couldn’t be: a festivity in ice-cream colours. I want pink, turquoise, mint green and lemon yellow!

The other day I noticed a few bottlebrush shrubs on a road verge not far from here. The thing that struck me was their colour: light pink and hot pink! I’ve seen lots of bottlebrush shrubs in Portugal but they were always red. They’re native to Australia, not NZ, but you see them a lot around here. When I saw them I immediately thought they’d make a great Christmas wreath so a few days later I went back there with my trusty pair of secateurs and clipped a few branches.

These wreaths are very easy to make and have a great impact: you just attach the branches to a metal circle using a piece of wire or twine, making sure that they’re all pointing in the same direction.

Natural wreaths keep for quite a while in cold climates (the ones I made in England went on for weeks on end). This one will dry out quickly but that’s fine because I already have an idea for the next one!
(photos© Constança Cabral)

Old MacDonald Had a Farm

Eis a “i-a-i-a-ô”, como o Rodrigo lhe chama, uma fronha de almofada que a minha mãe fez para ele há uns meses. É requisitada a todas as horas e tem assistido a muitas interpretações de sons de animais. É gira, não é? O Rodrigo gosta imenso dela e nós também!
This is “e-a-e-a-o”, as Rodrigo calls it, the pillow cover my mother made for him a few months ago. He requests its presence at every hour and points at the animals and makes all sorts of sounds. It’s cute, isn’t it? Rodrigo loves it and so do we!

(photos© Constança Cabral)

1 Ano de NZ :: 1 Year in NZ

Hoje faz um ano e dois dias que chegámos à Nova Zelândia. Há um ano estávamos a viver num motel e o Rodrigo tomava banhos no lava-loiças. Viemos viver para o outro lado do mundo (“mais longe, só a Lua”, comentou o meu irmão) porque achámos que tínhamos que agarrar esta oportunidade. As pessoas arrependem-se mais daquilo que não fazem do que daquilo que fazem, não é verdade? Nós achamos que sim.
Não vou mentir: foi um ano difícil. A vida é tranquila, mas solitária. As pessoas são simpáticas, mas fazem-me falta as minhas pessoas: a família, os amigos. Poder partilhar a nossa vida com elas. Acompanhar as suas vidas. Rir-me às gargalhadas sem traduções pelo meio. O Rodrigo poder crescer ao pé dos avós. Quem me dera que a Europa fosse mais perto. Que fosse mais fácil, mais rápido e mais barato (e, portanto, mais frequente) visitar e ser visitado.
Foi um ano cheio de desafios e também de coisas boas. Vivemos numa casa óptima, que ficará ainda melhor à medida que lhe formos fazendo obras. Temos um jardim. Não está sempre a chover. O Tiago gosta muito do trabalho.
O melhor tem sido, sem sombra de dúvida, ver o Rodrigo crescer muito e bem.
We arrived in New Zealand one year and two days ago. Last year we were living in a motel and Rodrigo took his baths in the sink. We came to live on the other side of the world (my brother commented that after NZ, only the moon could be farther away from Portugal) because we believed we had to grab this opportunity. People tend to regret more the things they didn’t do rather than the things they did do, don’t you think? We believe so.

I won’t lie: it was a difficult year. Life is peaceful but lonely. People are very nice but I miss my people so much: family, friends. Sharing our lives with them. Being part of their lives. Laughing out loud without a need for translation. Having Rodrigo grow up near his grandparents. I wish Europe was closer. I wish it was easier, faster, cheaper (and therefore more frequent) to visit and be visited.

It was a year filled with challenges but also good things. We live in a great house, one which will be even better once it’s all renovated and redecorated. We’ve got a garden. It doesn’t rain all the time. Tiago loves his work.

The best thing has been, without a shadow of a doubt, watching Rodrigo grow up so much and so well.
(photo© Constança Cabral)

Um Natal Português

Tem sido difícil imbuir-me do espírito natalício aqui nos antípodas. A família está longe, praticamente não vejo televisão nem entro em lojas… e não é Inverno. As imagens que vejo na internet de camisolas de lã e enfeites em encarnado e verde causam-me estranheza. Ainda não decorei a casa nem fiz um único presente. Uhm…
Quanto mais globalizados ficam os nossos imaginários e tradições (Pinterest?), mais me apetece procurar aquilo que é português. Claro que alguns dos elementos que caracterizam Portugal agora, ou até mesmo há 100 anos, provavelmente não existiriam há 300… longe de mim querer cristalizar uma determinada ideia de portugalidade. Mas acho que percebem aquilo a que me refiro… afinal, o que é um Natal português?
Numa troca de emails recente com a minha amiga Gracinha, fui presenteada com a versão dela de um Natal português. Gostei tanto do texto que não resisto a partilhá-lo convosco. 
Um Natal português
por Graça Almeida Borges

Um Natal português? O meu Natal é… Uma preparação cuidada e a várias mãos da árvore de Natal. As mais jeitosas ficam encarregues das luzes. A estrela nunca está verdadeiramente direita. O Natal são chocolates na árvore a aparecer e a desaparecer misteriosamente (continuamente – o meu Pai certifica-se de que há sempre chocolates na árvore), só um fiozinho dourado e um resto pequenino de papel prateado rasgado a denunciar os roubos sucessivos. É um presépio bonito, composto, elaborado, com socalcos feitos de caixas antigas do Marks & Spencer e da Loja das Meias forradas de papel de lustro verde (quando éramos miúdos íamos todos à Mata de Barão de São João buscar musgo para o presépio), com pastores e pastorinhas espalhados, algumas ovelhas (neste presépio não há cabrinhas…), o burro e a vaca, um poço, algumas casas, São José e a Virgem Maria no topo, os três Reis Magos a caminho e o Menino Jesus a chegar só mesmo à meia-noite do dia 25. São demasiados doces a chegar lá a casa – um tronco de chocolate que não se deixa tocar, uma tarte de amêndoa da viúva do Sr. Daniel, fatias douradas, sonhos, e outros tantos que, eu confesso, nunca chego a provar.

O Natal é uma confusão de gente a entrar na casa da cidade, uma canja de galinha com arroz que começa a ser feita sempre em cima da hora, pão de forno na mesa e presunto acabado de cortar, bacalhau e couves, sem dúvida!, vozes, risos e gargalhadas altas, uma confusão em que ninguém se deixa ouvir. Os miúdos a correr de um lado para o outro. São duas mesas grandes, porque já há muito que não cabemos todos na mesma. O Natal são pequenos papelinhos com os nomes a indicar o nosso lugar. O Natal é esperar pelo Filipe e pelo Miguel que, cambaleantes na sua alegria, chegam sempre tarde do seu corridinho de Natal às casas e amigos de Lagos – chegam normalmente a falar uma língua inebriada que só os dois primos entendem. O Natal é azevinho. O Natal é comer à pressa para apanhar a Missa do Galo.

O Natal é um peru delicioso, por vezes destronado por um Galo Capão, com um arroz de grelos único. A receita do arroz de grelos passou da minha Avó Mia para a minha Mãe. (Esse peru ou galo e esse arroz de grelos ficamos a comê-los nos dois ou três dias seguintes. Eu sou a única que não se queixa…) O Natal é uma discussão constante em torno dos pratos do serviço de Natal – quem fica com o comboio, quem fica com o cavalo, quem fica com o soldadinho ou os soldadinhos, com o trenó e, sobretudo, quem NÃO fica com a corneta! O Natal é uma mesa bem posta: toalha, pratos, copos e guardanapos a condizer. O Natal são várias cores, de preferência nos mesmos tons. O Natal é uma lareira sempre acesa, o cheiro de lenha a encher a sala e a fugir da chaminé. O Natal é frio na rua, calor em casa. O Natal é muito vinho!

O Natal é uma tentativa contínua de um plano perfeito para viciar o sorteio dos presentes, cada vez mais controlado, cada vez mais difícil de viciar. (Depois de três anos ou mais a calhar a mim e às minhas irmãs trocar os presentes entre as três, começaram a desconfiar…) O Natal são passeios à cidade, a tentar equilibrar o passo na calçada escorregadia, a correr atrás do cheiro a castanhas assadas na rua. O Natal é uma troca constante de “Bom Natal”, “Boas Festas”, “Feliz Natal” quando passeamos pela rua. São postais de Natal em cima da lareira. São velas grandes e encarnadas acesas durante demasiado tempo, a derreter esquecidas sobre onde não queremos. O Natal é roupa quente, uma gola alta, um gorro, luvas de lã, um cachecol bem enrolado. São presentes também. Só um para cada pessoa. Escolhido a dedo e anunciado com muita imaginação. Com muito humor também. O Natal é lembrar quem não está e quem faz falta. Ou porque foi e já não volta ou porque simplesmente não pôde estar ali. O Natal é estar à mesa e deixar as muitas histórias e recordações prolongar o almoço e o jantar. O Natal em minha casa é a cumplicidade da boa-disposição. O Natal para mim é tudo isto… Mas é também muito mais. 
(texto: © Graça Almeida Borges; fotografia© Constança Cabral)

Flores de Novembro :: November Flowers

Nunca na minha vida tinha assistido a um Novembro tão florido! Eis alguns dos arranjos que fiz ao longo do mês com as flores do nosso jardim. O que nos trará Dezembro?
Never before had I experienced such a flowery November! Here are some of the arrangements I made during this month with flowers from our garden. I wonder what December will bring us…
(photos: © Constança Cabral)

Baa!

Para além de cães, o Rodrigo anda obcecado por ovelhas (baa em rodriguês: as ovelhas cá fazem baa em vez de méé). Lembrei-me então de fazer-lhe uma Little Lamb Pillow (instruções aqui). Para o corpo usei um cobertor antigo que feltrei na máquina e para as patas, orelhas e focinho uma camisola castanha que era da minha avó, que também feltrei.
Algumas alterações ao modelo original: enchi o focinho e as patas e, como isso tornou as costuras bem mais complicadas, alinhavei-os antes de coser o corpo. Também diminui as margens de costura.
Recomendo vivamente que experimentem fazer esta baa, é fácil e fica bem gira!
In addition to dogs, Rodrigo is currently obsessed with sheep (he calls them baa). So I figured I had to make him a Little Lamb Pillow (instructions here). For the sheep’s body I used an old blanket that I felted in the washing machine and for the legs, face and ears I used an old brown sweater that used to belong to my grandmother, which I also felted.

Some alterations to the original tutorial: I decided to stuff both the face and legs and because that made it much more difficult to put everything together, I hand-basted them to the body prior to sewing. I also used smaller seam allowances.

I highly recommend that you make one of these baas, they’re easy and so cute!
(photos: © Constança Cabral)

Me @ A Vida a 4D

Era suposto o post de hoje ser sobre o brinquedo que fiz em feltro, mas entretanto a Sofia publicou esta pequena entrevista comigo e não queria deixar de pôr aqui o link. Muito obrigada, Sofia!
Today I was going to post about the felt toy I made but I just got an email from Sofia saying there’s a little interview with me up in her blog (link). It’s only in Portuguese but, in case you’re curious, there are some pictures of me and Rodrigo when we were both 18 months.

Feltro Feito em Casa :: Homemade Felt

Feltro de lã é bastante melhor do que aquele feltro acrílico que se encontra por aí. É mais grosso, o toque é mais agradável e envelhece bem. Mas é normalmente muito caro e bastante difícil de encontrar. Solução: fazê-lo em casa!
Basta pegar em camisolas e cobertores velhos que sejam 100% lã e lavá-los na máquina a 90ºC com a hidroextracção no máximo. As fibras comprimem, perdem elasticidade e não desfiam. E encolhem IMENSO! Isto está longe de ser uma ciência exacta mas os resultados são divertidos e úteis.
Tenho usado este tipo de feltro em bastantes projectos ao longo dos anos, como por exemplo para fazer este porco e o cabelo desta boneca. No próximo post mostro-vos um brinquedo que acabei de fazer para o Rodrigo.
(PS. Se quiserem lavar lãs na máquina sem que feltrem, há que lavá-las a frio e com a hidroextracção no mínimo. Eu lavo tudo na máquina, até caxemira, e fica sempre impecável.)
Wool felt is much nicer than the acrylic material you can find at every craft shop. It’s thicker, smoother  and it ages better. But it can be pricey and hard to find. Solution: make your own felt at home!

Just grab some sweaters and blankets that are 100% wool and wash them in the washing machine at 90ºC and maximum spinning speed. The fibers will shrink and loose elasticity, and they won’t unravel. You’ll see that they’ll shrink A LOT! This is not an exact science but the results are fun and useful.

I’ve been using this type of felt in several projects over the years: to make this pig and this doll’s hair, for example. In my next post I’ll show you a toy I made recently for Rodrigo.

(P.S. If you’d like to wash woolens in the washing machine without felting them, just use cold water and the gentlest spinning cycle. I use it for everything, cashmere included, and I can’t complain.)
(photos: © Constança Cabral)

Transformar uma Mesa :: Table Makeover

 

 

 

 

 

 

A nossa mesa de jantar é provisória há quase quatro anos mas, até encontrarmos outra gira e a um preço acessível, terá de continuar a servir. Digo provisória porque tem as dimensões de uma boa secretária e não propriamente de uma mesa para a casa-de-jantar. Foi comprada numa loja de caridade inglesa por £30; é de pinho mas tinha um verniz feio e pintámo-la de branco. Lixámo-la, demos uma demão de primário e duas de tinta, mas nunca chegámos a aplicar uma camada de verniz protector… e a tinta foi saltando.
A verdade é que a mesa estava indecente e eu já não conseguia olhar para ela… já bastam as paredes verdes, amarelas e cor-de-rosa, as barras floridas e os cortinados duvidosos! A solução foi simples: forrar-lhe o tampo. Comprei um corte de oleado mas, quando o pus em cima da mesa, as marcas viam-se à transparência — então lembrei-me de aplicar um bocado de enchimento para quilts entre o tampo e o oleado.
Até agora tenho feito este género de trabalhos com tachas de estofador, mas achei que era tempo de comprar uma pistola de agrafos. Em Lisboa usei a da minha mãe (uma Bosch bem simpática) mas cá não a encontrei à venda, por isso comprei um outro modelo eléctrico que estava disponível.
Com o Rodrigo por perto esta operação demorou um fim-de-semana inteiro. Numa casa sem crianças pequenas, imagino que bastem duas horas. Como podem ver, ele fartou-se de ajudar!
Our dining table has been temporary for almost four years now but until we find another one within our budget, it’ll have to stick around. I say temporary because its dimensions are those of a good desk, not a proper dining table. We bought it in a charity shop in England for £30; it’s made of pine but it had a nasty varnish so we painted it white. We sanded and primed it, gave it two coats of white paint but never sealed… so it quickly got chipped.
 
The fact is I was sick of looking at the table in question… green, yellow and pink walls are enough to deal with. So I came up with a simple fix: covering it in oilcloth. However, I encountered a small problem along the way: as I placed the oilcloth over the table, I noticed that the marks were still visible— so I just used a piece of quilt wadding between the table and the oilcloth and that did the trick.
 
Up until now I’ve been performing this sort of jobs with the help of small upholstery nails but I figured it was time to invest in a staple gun. In Lisbon I used my mum’s (a nice Bosch one) but I couldn’t find it here in NZ, so I just bought another electric stapler that was available at my local DIY store.
 
With Rodrigo around this operation took me a whole weekend. In a house with no small children I reckon it would have taken two hours. As you can see he was of great help!
(photos: © Constança Cabral)